Imagem principal da noticia Entre o acolhimento e o sofrimento: O cuidado com a saúde mental de quem cuida.

Para atender pessoas em situação de violência sexual é preciso capacitação técnica, empatia, responsabilidade e compromisso. Os profissionais que atuam na assistência com essa demanda específica, também podem ficar abalados emocionalmente ao ouvir e se deparar constantemente com histórias de dor, agressão e trauma.


Profissionais que lidam com depoimentos traumáticos como parte da rotina diária, podem sofrer impactos psicológicos devido à exposição a esses fatos. Isso pode resultar em traumatização secundária, que se refere ao sofrimento decorrente da experiência indireta do trauma de terceiros. A exaustão empática também é outro aspecto a ser levado em conta, pois se caracteriza pelo esgotamento emocional resultante do cuidado constante com pessoas em sofrimento. Consequentemente, o bem-estar psicológico dos profissionais é um fator queimpacta diretamente na qualidade da assistência prestada.


Por outro lado, para assegurar um atendimento humanizado e integral, tanto para a pessoa em situação de violência, quanto para o profissional que a acolhe, é fundamental que as instituições também ofereçam condições de trabalho, treinamentos, suporte organizacional e emocional, orientação, além de ambientes apropriados para suas equipes.


Prestar assistência a pessoas em situação de violência pode ser uma tarefa emocionalmente desafiadora. Portanto, zelar pela saúde mental dos profissionais é igualmente primordial para melhorar a capacidade da equipe em acolher, proteger e amparar quem foi vítima.


Precisamos cuidar de quem cuida!


Fonte:Organização Mundial da Saúde


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