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Notícia publicada em 01/09/2026
Por Luiz Filipe Gonçalves | Publicado em 01 de setembro de 2026
Falar sobre saúde mental com responsabilidade pode salvar vidas. Durante o mês de setembro, a campanha Setembro Amarelo amplia o debate sobre a prevenção do suicídio e incentiva a sociedade a construir espaços de diálogo, acolhimento e acesso à informação. Em 2026, o tema “Escutar é estar presente” chama a atenção para uma atitude que parece simples, mas pode fazer diferença na vida de alguém que enfrenta um período de sofrimento emocional.
Realizado no Brasil desde 2015, o movimento está relacionado ao Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, lembrado em 10 de setembro. Ao longo dos anos, a campanha tem contribuído para reduzir o silêncio em torno do assunto e mostrar que a prevenção não deve ficar restrita aos serviços de saúde. Famílias, escolas, empresas, instituições públicas e toda a sociedade podem colaborar para identificar situações de vulnerabilidade e orientar a procura por atendimento especializado.
O suicídio é um fenômeno complexo e pode estar associado a diferentes fatores pessoais, sociais, econômicos e de saúde. Por essa razão, não exista uma única causa ou uma forma exata de identificar uma pessoa em risco. Alguns comportamentos, entretanto, merecem atenção, principalmente quando aparecem de maneira conjunta ou representam uma mudança significativa na rotina.
Isolamento, perda de interesse por atividades antes consideradas prazerosas, alterações acentuadas no sono ou no apetite, queda no desempenho escolar ou profissional, falta de esperança e abandono do autocuidado podem indicar sofrimento emocional. Comentários relacionados ao desejo de desaparecer, morrer ou deixar de ser um peso também devem ser levados a sério.
Essas manifestações não devem ser interpretadas como exagero, chantagem ou tentativa de chamar atenção. Elas podem representar um pedido de ajuda e precisam ser acolhidas sem julgamentos.
Ao perceber que alguém não está bem, uma conversa atenta pode ser o primeiro passo. É importante escolher um momento tranquilo, demonstrar disponibilidade e permitir que a pessoa fale sobre o que está sentindo. Interromper, minimizar o sofrimento pode dificultar o diálogo.
Perguntar diretamente se a pessoa precisa de ajuda e incentivá-la a procurar um profissional são atitudes recomendadas. Também é possível oferecer companhia durante a busca por atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em um outro serviço de saúde mental.
Se houver risco imediato, a pessoa não deve permanecer sozinha. Nessa situação, é necessário procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), um pronto-socorro ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU)v pelo número 192.
O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito e sigiloso. O atendimento pelo telefone 188 está disponível 24 horas por dia, todos os dias da semana. Também é possível conversar por chat ou e-mail no site www.cvv.org.br.
A rede pública de saúde também oferece atendimento por meio das UBS, do CAPS, das UPAs, dos hospitais e de outros serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para pessoas que sofreram violência sexual ou conhecem alguém nessa situação, o projeto Busque Apoio oferece acolhimento, escuta sensível e orientação por meio de suas Assistentes Sociais. O contato pelo telefone ou WhatsApp (14) 99663-9111 ou pelo e-mail contato@busqueapoio.org.br. O atendimento busca orientar sobre os serviços disponíveis e os caminhos para a rede de proteção e garantir direitos.
A prevenção do suicídio é uma responsabilidade compartilhada e precisa acontecer durante todo o ano. Estar presente significa ouvir com respeito, reconhecer o sofrimento do outro e ajudar para que ninguém tenha de enfrentar sozinho um momento de crise.
Não se cale. Você não está só!
Fonte: Setembro Amarelo
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